Afinal, o que é gonorreia e como tratar?

Atualmente, mesmo diante da facilidade para obter informações, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) ainda circulam em níveis alarmantes entre a população brasileira. Muitas vezes o assunto é tratado como um tabu, fator que atrapalha bastante o processo de conscientização das pessoas.

Assim, o indivíduo contaminado não compreende exatamente os sintomas e não consegue identificar a doença a tempo de procurar um tratamento adequado. Para ajudar a desmistificar esse assunto, hoje falaremos sobre o que é gonorreia e como ela pode ser tratada.

Confira!

O que é gonorreia?

A gonorreia é uma DST que atinge homens e mulheres, com maior incidência na faixa etária entre 15 a 24 anos de idade. Nessa época, o jovem costuma estar em intensa atividade sexual, o que facilita a transmissão.

A bactéria responsável pela infecção chama-se Neisseria gonorrhoeae, mas também é conhecida como gonococo. Ela se prolifera em áreas quentes e úmidas do corpo, como a uretra e o sistema reprodutor. 

Como acontece a transmissão da doença?

A bactéria é transmitida de duas maneiras: por meio de relações sexuais desprotegidas (oral, vaginal e anal) e entre mãe e filho durante o parto. Até hoje não foi registrada transmissão pelo compartilhamento de banheiros públicos ou piscinas.

Ainda que o indivíduo infectado não esteja com sintomas aparentes, a gonorreia pode ser transmitida. No ato sexual, não é preciso ejaculação para que a transmissão aconteça  basta o contato íntimo.

Assim, é preciso atenção! Pessoas que já se trataram da doença podem ser infectadas novamente caso mantenham novas relações com pessoas infectadas.

Quais são os sintomas comuns?

Em ambos os sexos, a gonorreia se manifesta por coceira na região anal, sensibilidade à luz, secreção de pus em um ou nos dois olhos, dores para engolir e placas amareladas na garganta. Em alguns casos, a bactéria pode afetar alguma articulação do corpo, deixando a região quente, inchada e bastante dolorida.

Porém, alguns sintomas são diferentes em homens e mulheres. Portanto, é importante ter conhecimento dessas particularidades para identificar de imediato qualquer desconforto relacionado à doença.

Sintomas de gonorreia nos homens

Os homens infectados costumam apresentar muita dor e ardência ao urinar, além de uma secreção abundante de pus pela uretra. Além disso, um dos testículos pode ficar inchado e, por vezes, dolorido. Os sintomas em homens podem aparecer de 4 a 30 dias após a contaminação e um urologista deve ser consultado.

Sintomas de gonorreia nas mulheres

Nas mulheres, os sintomas são mais discretos e, por isso, exigem mais atenção. Eles incluem aumento no corrimento vaginal, que passa a ter uma cor amarelada e um cheiro forte e desagradável, sangramento fora do período menstrual, dores abdominais e pélvicas e ardência ao urinar. 

Há, ainda, casos de mulheres assintomáticas: a partir disso é fundamental ressaltar a importância dos exames de rotina para identificar a doença.

Qual é o melhor tratamento para gonorreia?

O tratamento mais comum se dá pelo uso de antibióticos, já que a gonorreia é uma doença bacteriana. O medicamento indicado pelo especialista deve ser ingerido com moderação segundo as orientações fornecidas, pois algumas bactérias se tornam resistentes aos agentes do antibiótico e ele pode não surtir o efeito esperado.

É essencial que o tratamento comece o quanto antes e que a prática sexual seja evitada durante esse período, especialmente se for desprotegida. Como forma de prevenção, o parceiro deve também iniciar um tratamento específico.

A gonorreia é frequentemente associada a outra DST, a clamídia. Caso ocorram juntas, o médico desenvolverá um tratamento que envolva ambas as doenças. O paciente também pode complementar os efeitos da medicação com uma boa higiene dos órgãos genitais e uma alimentação rica em líquidos.

Quando não tratada corretamente, a gonorreia pode resultar em esterilidade e outras complicações  como endometriose nas mulheres e prostatite e cistite no caso dos homens. Portanto, cuide da saúde e não deixe de lado as visitas rotineiras ao seu médico.

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